sábado, 20 de maio de 2017

QUANDO A VIDA É CRUEL

Título Original: Something Wild
Diretor: Jack Garfein
Ano: 1961
País de Origem: EUA
Duração: 113min

Sinopse: Mary Ann é vítima de estupro. A partir desse episódio, a jovem vive um quadro paranoico, acreditando que todas as pessoas representam algum tipo de ameaça.

Comentário: O filme me chocou de uma maneira muito negativa e da pra entender a importância tão grande do feminismo hoje e ver as raízes da cultura de estupro. Não vou dar uma nota mínima ao filme porque existem fatores interessantes, como a parte técnica magnífica, a atuação de Carroll Baker (mais conhecida por Lolita do Kubrick) e a sensação de impotência e claustrofobia que o filme consegue passar. De resto é bem absurdo, existem partes de tortura psicológica e cárcere privado que são tratados como se não fossem nada para uma mulher. Vou evitar dar spoiler, mas fazem do vilão um galã e isso me incomodou profundamente, entendo a louvável tentativa da narrativa e que o contexto na época era outro, o assunto era tabu ainda na época, mas pouca coisa foi bem digerida por mim. Curiosidade: o diretor, Jack Garfein, foi um dos sobreviventes de Auschwitz e foi para os EUA aos 15 anos.



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